PREFEITO DE MACAU
EM DOIS MANDATOS, ELEITO EM 21 DE MARÇO DE 1948 E EM 07 DE OUTUBRO DE 1962
asceu em 14 de fevereiro de 1903, na cidade de Macau-RN; Filho do ex-prefeito José Gonçalves de Melo e dona Maria Albertina de Melo, aos três anos de idade já iniciou sua aprendizagem escolar, com sua própria mãe, que lhe ensinou a carta de ABC de Lamartine Rocha e, com sete anos já lia corretamente. Estudou ainda em um educandário em Fortaleza e no colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro, onde concluiu o curso de Contabilidade.
Recebeu de seu pai, coronel José Gonçalves de
Melo, o incentivo para continuar nos estudos, oferecendo uma viagem para França
em 1927, fixando residência por um ano, tempo suficiente para aprender a falar
fluentemente o Francês e o Inglês, além de dominar muito bem o Latim. Na sua
volta, recebeu o convite de seu pai e seu tio José Severo, proprietários da
firma Severo Irmãos Ltda. Para juntamente com seu primo João Fernandes de Melo,
administrar todo o patrimônio da família Melo.
No dia 27 de outubro de 1929, casou-se com sua
prima legítima dona Maria Eliza de Melo, com quem teve nove filhos: Eva
Gonçalves de Melo, Amon Gonçalves de Melo, José Gonçalves de Melo, Edite
Gonçalves de Melo, Evanina Gonçalves de Melo, Márcio Gonçalves de Melo,
Evanilda Gonçalves de Melo, Evalda Gonçalves de Melo e Albimar Gonçalves de
Melo.
Em 03 de maio de 1931, assumiu em Macau o cargo
de observador meteorológico do Ministério da Agricultura. Em 1936 foi deslocado
para a Ilha de Fernando de Noronha, onde permaneceu até 1945, tendo participado
da Segunda Guerra Mundial, servindo à Marinha Brasileira como observadora
meteorológico oficial das Forças Armadas na ilha.
Em 1948, elegeu-se prefeito constitucional de
Macau, sendo o primeiro prefeito eleito pelo voto popular.
No dia 04 de outubro do mesmo ano conseguiu convocar
uma reunião com os prefeitos das cidades produtoras de sal: José Solon (Areia
Branca), Dix-Sept Rosado Maia (Mossoró), e Edgar Montenegro (Assu), com
finalidade de discutir a tarifa do sal. No seu primeiro governo, a cidade
dobrou a arrecadação e ficou conhecida pelo desenvolvimento da indústria e do
comércio. O governador era José Augusto Varela, que governou até 1951, passando
o governo ao desembargador Carlos Augusto Caldas da Silva. No mesmo ano
assumiria o governador Dix-Sept Rosado que morreu tragicamente em acidente
aéreo e foi logo depois substituído por Sylvio Pedroza. Este governador criou
para Macau a Escola Normal e seus maiores interesses estavam na ampliação do
sistema rodoviário, pavimentação de estradas, motomecanização da agricultura e incentivo
à cultura. O Brasil nesta época era assim: “Politicamente, a classe média
urbana era um enigma.
Em 28 de novembro de 1962, Albino Melo iniciou o
seu segundo mandato de prefeito, desfrutando de grande prestígio junto a
personalidades políticas do Estado, tais como: Dr. José Augusto Varela, Aluízio
Alves, Sílvio Pedroza, Monsenhor Walfredo Gurgel e dos Deputados Estaduais,
Olavo Montenegro, Ângelo Varela e João Fernandes de Melo.
Não chegou a concluir o segundo mandato, um
conflito com a Câmara Municipal por ter viajado para os Estados Unidos da
América sem autorização oficial da mesma, o levou a renunciar o mandato.
Em função de sua renúncia, houve uma intervenção por parte do Governo do Estado, cujo governador era monsenhor Walfredo Gurgel, que nomeou com interventor o Dr. Antônio de Aguiar Mattos Serejo (Antonino Serejo), foto acima que por uma decisão judicial passou o governo do município para o então presidente da Câmara Municipal José Heliodoro de Oliveira, que concluiu o mandato de Albino Melo até 1968. Faleceu em 21 de setembro de 1981, com 78 anos de idade.
Suas principais obras: Construção da Praça da Conceição, Biblioteca Municipal e O Cemitério Público.
FONTE -
CORAÇÃO APAIXONADO POR MACAU.
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